quarta-feira, 26 de novembro de 2008

13/11/2008

A verdade é que eu não agüento mais isso aqui, não agüento mais não dormir direito, não agüento mais pensar, planejar, me esquivar das loucuras da vida, o trânsito, o trabalho, as pessoas mal educadas, intolerantes, sem respeito por ninguém e nem por elas mesmas.
Não agüento mais pensar em você e não consigo acreditar que não consigo te deixar de lado, não consigo fazer de você carta fora do baralho, não arranjo método pra te tirar de mim nem que seja por um instante.
Eu não sei mais o que fazer, quero sumir do planeta, quero ir pra bem longe para que ninguém possa me ver, nem falar comigo, nem me ligar. Um lugar onde não tenha quem possa me dar noticias suas e que eu não possa consegui-las. Ou algum lugar que alguém venha e me diga com muita seriedade que você morreu.
Não agüento pensar no dia em que te verei de novo, não estou preparada, mas preciso fingir que estou bem, que estou normal, que você não significou absolutamente nada pra mim. O meu medo é do momento em que os seus olhos olharem dentro dos meus, você perceber que estou de luto, de luto por nós, por não ter te esquecido, por ainda estar tão vivo dentro de mim, por sentir muito a sua falta, falta de todos os detalhes.
Quando as pessoas me dizem que você não gosta mais de mim, mas que deve sentir falta da minha companhia, eu me recuso a acreditar que você já tenha esquecido tudo que vivemos, tudo que nos dissemos. Me recuso a acreditar que tudo que vivi foi pura mentira, não é possível.
Como vou poder acreditar em alguém novamente? Como alguém pode olhar dentro dos nossos olhos e dizer coisas que daqui a duas semanas não vão valer de nada? Como posso apagar, desgravar da minha mente e do meu coração tudo que ouvi e acreditei sem nenhuma dúvida, sem nenhuma sombra, sem pestanejar? Como?
Não posso me conformar! Me vejo sentada no chão do lado da minha cama, abraçando os meus joelhos, com a cabeça entre as pernas e chorando aquele choro magoado, de quem sente uma dor que não pode ser evitada.

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